Quimioterapia

O que é Quimioterapia?

A quimioterapia é o nome dado aos compostos químicos que,aplicados no nosso organismo pelas mais diferentes vias:oral, endovenosa, intramuscular, subcutanea e intra-tecal, distribui-se pelos órgãos e tecidos através da corrente sanguínea, levando à diminuição da divisão celular.

A grande maioria das células que está em divisão é afetada e grande parte destas células morre, sendo este prejuízo tanto maior quanto maior for o ritmo de divisão celular.

Desta forma, as células tumorais que têm o ritmo de divisão celular muito aumentado, têm a sua divisão prejudicada e isto provoca a diminuição do tumor.

Alguns tumores têm uma maior sensibilidade à quimioterapia que outros e a sensibilidade aos agentes quimioterápicos também é variável.

Os medicamentos quimioterápicos são definidos pelo tipo de tumor diagnosticado e sua sensibilidade a eles. Assim definimos os protocolos de tratamento e, para serem utilizados numa pessoa, passaram por muitos testes anteriores de forma a definir com segurança o equilibrio entre eficácia do tratamento e efeitos colaterais.

Os efeitos colaterais do tratamento são decorrentes da ação direta dos medicamentos no nosso organismo, provocando náuseas e vomitos (que podem e são bem controlados com outros medicamentos aplicados junto à quimioterapia) e pela ação na divisão celular das células normais do nosso organismo, que têm o ritmo de divisão celular mais intenso (pele, mucosas e sangue).

Assim, os efeitos colaterais nesses tecidos podem levar à queda do cabelo, mucosite e queda do número de glóbulos brancos e até anemia.

A quimioterapia que existe desde os anos 40 vem evoluindo muito e atualmente cerca de 70 medicamentos são utilizados de forma segura e eficaz.

A estes medicamentos quimioterápicos, são incorporados a cada dia mais medicações que agora são chamadas de terapia alvo molecular, nome pomposo que significa um mecanismo de atuação mais seletivo no qual o medicamento age especificamente sobre algumas moléculas que só estão presentes nas células tumorais e podem, desta forma, agir seletivamente afetando pouco as células normais.

Nos próximos anos, a comunidade científica relacionada ao tratamento do câncer espera um aumento significativo destas medicações alvo especificas e num futuro um pouco mais distante, a terapia gênica na qual genes defeituosos que provocam o câncer serão eliminandos das células e substituidos pelos genes normais.